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Data: 14/10/2004
Celular GSM bloqueado? Saiba
como resolver isso
A grande vantagem que os
celulares GSM têm em relação aos modelos de
outras tecnologias é que sua identidade (número)
está em um chip e não no aparelho. Assim, é
possível trocar de telefone facilmente. Na
teoria isso é verdade. Só que, na prática, as
operadoras GSM têm travado os celulares para que
eles funcionem somente com seus próprios chips.
Ainda bem que essa trava não é definitiva.
As operadoras têm duas
alegações a favor do procedimento. A primeira é
o aspecto comercial: elas dizem que têm feito
isso para viabilizar descontos nos aparelhos em
troca de um contrato mais longo, que garante que
o cliente fique com a linha durante a vigência
desse contrato. O correto seria o desconto ser
estipulado em contrato e o cliente ter de
devolvê-lo em caso de quebra contratual. O
argumento comercial é tão falho que a própria
Anatel e os órgãos de defesa do consumidor têm
se posicionado contra o procedimento e
assegurado o desbloqueio a quem reclama.
Outra alegação é a segurança.
Se um aparelho for roubado ou perdido, o chip é
bloqueado pela operadora, mas, pelo menos no
Brasil, nem sempre o aparelho passa pelo mesmo
procedimento. Assim, o telefone ainda tem valor
comercial. Esse argumento não é tão falho, mas
seria interessante se o cliente tivesse um
código e ele mesmo pudesse bloquear ou
desbloquear o celular. Ou, ainda, que as
operadoras mantivessem uma lista negra de
aparelhos roubados - como ocorre na Europa.
A verdade é que o aparelho
bloqueado perde valor de mercado e só pode ser
vendido para outro cliente da mesma operadora.
Em caso de viagem, o assinante é obrigado a
pagar altas taxas de roaming e não tem a opção
de comprar um chip pré-pago em uma operadora
local. E perde mesmo a mobilidade de uma
operadora para outra.
Em contrapartida, é possível
pagar pelo desbloqueio - que custa de R$ 10 a R$
150, dependendo do aparelho. O serviço é
oferecido também por quatro ou cinco prestadores
de serviço em São Paulo. Localizei um deles.
Embora não esteja fazendo nada ilegal, não quis
se identificar. Uma busca no Google (www.google.com.br)
ou em fóruns específicos (www.forumgsm.com.br)
é suficiente para encontrá-los.
O custo do serviço é variável,
pois é possível desbloquear os aparelhos de
várias formas diferentes. As operadoras podem
fazer o trabalho remotamente ou fornecer um
código para o desbloqueio (nesse caso, é preciso
ter o sinal da operadora). Outra maneira é usar
um software para calcular o código por conta
própria. Outros aparelhos precisam de um
software e um cabo de dados para o desbloqueio.
Por último, a única maneira (a mais cara) para
alguns modelos, sem que seja necessária a
intervenção da operadora, é regravar a memória
do celular com um equipamento mais sofisticado.
A verdade é que se seu aparelho
estiver desbloqueado, você terá mais facilidade
para vendê-lo futuramente e terá a possibilidade
de utilizá-lo em outra cidade, estado ou país
utilizando chips de operadoras locais. Assim, da
próxima vez que for comprar um celular é bom
ficar atento a esse detalhe ou fazer valer seus
direitos recorrendo a órgãos competentes.
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